Cuidar também é compreender cada fase da vida e buscar, continuamente, formas de oferecer mais qualidade, respeito e acolhimento às pessoas.
É com esse propósito que a AGERIP inicia uma nova parceria com o Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP) para o desenvolvimento de um Projeto de Implementação de Cuidados Paliativos na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI).
A iniciativa aproxima o conhecimento produzido no ambiente acadêmico da realidade vivenciada diariamente no cuidado à pessoa idosa, criando um importante espaço de aprendizado, pesquisa e troca de experiências.
O projeto será conduzido pela doutoranda Adriana Benedita Luiz, sob orientação da Prof.ª Dra. Beatriz Gutiérrez, docente do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP).
Ao longo do trabalho, a iniciativa também contará com a participação da equipe técnica e multidisciplinar da AGERIP.
Na prática, essa integração permitirá reunir diferentes conhecimentos e experiências em torno de um mesmo objetivo: aprimorar continuamente a assistência oferecida às pessoas idosas, considerando suas necessidades de forma integral.
O que são os cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos partem de uma visão ampliada do cuidado.
Mais do que olhar exclusivamente para uma doença ou condição de saúde, essa abordagem considera a pessoa em sua integralidade, suas necessidades, seu conforto, sua autonomia e também a relação com seus familiares.
Por isso, incorporar essa perspectiva à rotina de uma Instituição de Longa Permanência representa também fortalecer um cuidado cada vez mais atento, individualizado e humanizado.
Conhecimento que pode gerar impacto além da AGERIP
A parceria também amplia o papel da AGERIP como espaço de desenvolvimento e compartilhamento de conhecimento sobre longevidade e cuidado à pessoa idosa.
A proposta é que os aprendizados obtidos durante o projeto possam contribuir não apenas para o aprimoramento das práticas internas da instituição, mas também para discussões mais amplas sobre o cuidado à população idosa no Brasil.
Entre os resultados esperados está a geração de conhecimento capaz de subsidiar políticas públicas e fortalecer iniciativas que possam ser aplicadas também pelo setor privado, ampliando o alcance de práticas qualificadas de cuidados paliativos.
Para a AGERIP, participar de uma iniciativa como essa significa continuar evoluindo em uma missão que acompanha sua história: buscar novas formas de promover qualidade de vida, acolhimento e dignidade durante toda a jornada da maturidade.
Afinal, viver mais também nos convida a pensar cada vez melhor sobre como queremos cuidar — e ser cuidados — ao longo da vida.


